Aït Ben Haddou
Aït Ben Haddou e Ouarzazate: guia completo para visitar
Planeie a sua visita a Aït Ben Haddou e Ouarzazate: o ksar da UNESCO, os estúdios de cinema, as kasbahs, Skoura, o passo de Tichka, a melhor época, onde ficar e perguntas frequentes.
TRAVSUS
· 14 min de leitura

Poucos lugares em Marrocos parecem tanto um cenário de cinema como Aït Ben Haddou – e isso deve-se em parte ao facto de já o ter sido, vezes sem conta. Erguendo-se em socalcos de terra vermelho-dourada sobre um rio pouco profundo, esta aldeia fortificada na vertente sul do Alto Atlas é um dos locais mais fotografados do país. A apenas meia hora de distância, a cidade de Ouarzazate fica à porta do deserto, rodeada de kasbahs, palmeirais, estúdios de cinema e um dos maiores complexos de energia solar do planeta.
Este guia aborda a história do ksar, como visitá-lo passo a passo, o que ver em redor de Ouarzazate, a viagem desde Marraquexe, onde ficar, a melhor época para ir e como continuar em direção ao Sara.
Aït Ben Haddou em resumo
O que é: um ksar – uma aldeia fortificada de casas de terra, torres e vielas – na margem do rio Ounila.
Estatuto: Património Mundial da UNESCO desde 1987.
Localização: cerca de 30 km a noroeste de Ouarzazate e cerca de 190 km a sudeste de Marraquexe.
De carro desde Marraquexe: cerca de 4 horas pela estrada N9 e pelo passo de Tizi n'Tichka (cerca de 2.260 m), sem paragens longas.
Tempo necessário: 1,5 a 2 horas para explorar o ksar; um dia inteiro para o combinar com Ouarzazate; idealmente uma noite na região.
Entrada: entrar no ksar é geralmente gratuito; algumas famílias cobram uma pequena taxa para visitar as suas casas.
Melhores épocas: primavera (março a maio) e outono (setembro a novembro).
Famoso por: filmes e séries como Gladiador e A Guerra dos Tronos.
Breve história de Aït Ben Haddou
Durante séculos, as rotas das caravanas transarianas ligaram a África subsariana a Marraquexe e ao Mediterrâneo. Ouro, sal, tâmaras, especiarias e outros bens circulavam para norte e para sul através do deserto e das montanhas, e os vales a sul do Alto Atlas tornaram-se corredores vitais. Aït Ben Haddou cresceu ao longo de uma dessas rotas, controlando a passagem entre a região do vale do Draa e o passo de Tizi n'Telouet em direção a Marraquexe.
O ksar é um exemplo clássico da arquitetura de terra do sul de Marrocos. As suas casas são construídas em taipa (terra compactada) e tijolo de barro, com vigas de madeira, tetos de cana e torres decoradas. Alguns edifícios são habitações modestas, enquanto outros são pequenas kasbahs com torres de canto que pertenciam a famílias mais abastadas. No topo ergue-se um agadir, um celeiro coletivo fortificado onde a comunidade guardava os cereais e os bens de valor em tempos difíceis.
Embora se pense que os edifícios mais antigos tenham vários séculos, a arquitetura de terra precisa de reparação constante, por isso a maior parte do que se vê hoje foi reconstruída e mantida ao longo de gerações. No século XX, com o desaparecimento do comércio das caravanas e a construção de novas estradas, a maioria das famílias mudou-se para a aldeia moderna do outro lado do rio, onde a eletricidade e a água eram mais acessíveis. Hoje apenas algumas famílias vivem ainda no velho ksar, muitas vezes com pequenas lojas, cafés ou terraços para os visitantes.
A UNESCO inscreveu Aït Ben Haddou na Lista do Património Mundial em 1987 como exemplo excecional de um ksar do sul de Marrocos.
Aït Ben Haddou no ecrã
A silhueta espetacular de Aït Ben Haddou e a proximidade dos estúdios de Ouarzazate tornaram-na há décadas uma das favoritas dos cineastas. A aldeia e os arredores apareceram em grandes produções, incluindo Gladiador, A Múmia e Reino dos Céus, e serviu de local de filmagem de A Guerra dos Tronos, representando cidades do outro lado do mar no mundo de Essos.
Como visitar Aït Ben Haddou
Atravessar o rio
O ksar fica do outro lado do rio Ounila. Há duas formas de atravessar:
A ponte pedonal: uma ponte para peões liga a aldeia moderna ao velho ksar e é a opção mais fácil durante todo o ano.
Pedras ou sacos de areia: quando a água está baixa, pode atravessar mais a jusante sobre pedras ou sacos de areia. Às vezes os locais oferecem uma mão, ou até um passeio de burro, em troca de uma gorjeta. Depois de chuvas fortes ou do degelo, o rio pode subir depressa, por isso, na dúvida, use a ponte.
Entrada no ksar e nas casas
As vielas públicas de Aït Ben Haddou estão abertas a todos e a entrada no local é geralmente gratuita. No entanto, algumas famílias que ainda têm casas no interior convidam os visitantes a ver o interior tradicional – o pátio, a cozinha, as despensas e o terraço – mediante uma pequena taxa, normalmente entre 10 e 30 MAD por pessoa. Vale a pena para perceber como as pessoas viviam realmente aqui, e o dinheiro apoia os moradores que mantêm os edifícios vivos.
Poderá ser abordado por pessoas que se oferecem para o guiar. Um guia local licenciado pode acrescentar muito contexto sobre a arquitetura, a história das caravanas e as filmagens. Combine o preço antes de começar; cerca de 100 a 200 MAD por uma visita de mais ou menos uma hora é um valor comum.
A subida ao celeiro no topo
O ponto alto de qualquer visita é a subida ao agadir, o celeiro em ruínas no cimo da colina. O caminho sobe em ziguezague pelas vielas e depois por degraus de rocha; conte com 15 a 30 minutos a um ritmo tranquilo. O esforço é recompensado com uma vista panorâmica: o ksar a descer em direção ao rio, a faixa verde de hortas ao longo do vale, as planícies pedregosas do deserto e, nos dias limpos, os picos nevados do Alto Atlas no horizonte.
O último troço é irregular e não tem corrimãos, por isso use calçado com boa aderência e tenha cuidado quando houver vento. Há pouca sombra na subida, por isso leve água e evite o calor do meio-dia no verão.
Nascer e pôr do sol
Aït Ben Haddou fica mais bonita com luz baixa. Ao pôr do sol, as paredes de terra brilham em tons de laranja e rosa, e a vista do celeiro no cimo da colina ou dos terraços do outro lado do rio é inesquecível. Ao nascer do sol, o ksar está quase vazio: os autocarros turísticos de Marraquexe ainda não chegaram e pode passear pelas vielas quase em silêncio. Ambos só são realmente possíveis se passar uma noite na região – um dos melhores argumentos para pernoitar.
Ouarzazate: a porta do deserto
Ouarzazate é uma cidade calma e espaçosa, de avenidas largas e edifícios rosados, muitas vezes chamada «a porta do deserto». É uma base prática, com bancos, restaurantes e muito alojamento.
Kasbah de Taourirt
No coração da cidade, a Kasbah de Taourirt é um dos edifícios de terra mais impressionantes do sul de Marrocos. Foi um bastião da família Glaoui, os poderosos senhores que dominaram o Atlas do sul no final do século XIX e início do século XX. Parte do complexo foi restaurada e pode ser visitada: percorre-se um labirinto de salas, pátios e escadas estreitas, com tetos finamente pintados e estuque esculpido nas salas de receção. A entrada é barata, normalmente cerca de 20 a 30 MAD.
Atlas Studios e CLA Studios
Ouarzazate é por vezes chamada a «Hollywood de África» ou «Ouallywood» por causa dos seus estúdios de cinema. O mais conhecido, Atlas Studios, fica na estrada para Aït Ben Haddou e é fácil de reconhecer graças à entrada de estilo egípcio. As visitas guiadas passam por cenários usados em muitas produções internacionais: templos, palácios, uma falsa medina e adereços variados. Os bilhetes custam normalmente cerca de 80 a 120 MAD.
CLA Studios é outro grande complexo de estúdios perto da cidade, e alguns dos seus cenários também podem ser visitados, consoante o calendário de filmagens.
Museu do Cinema
Em frente à Kasbah de Taourirt, o pequeno Museu do Cinema ocupa um antigo edifício de estúdio. Conte com câmaras antigas, figurinos, adereços e cenários de filmes rodados na região. É modesto, mas uma paragem agradável de meia hora para os amantes de cinema, com uma entrada barata.
Complexo solar Noor Ouarzazate
A leste da cidade, no deserto pedregoso, fica o complexo solar Noor Ouarzazate, uma das maiores instalações de energia solar concentrada do mundo. Combina várias centrais, incluindo tecnologia solar térmica com espelhos parabólicos e uma torre central, bem como painéis fotovoltaicos, com uma capacidade total de cerca de 580 megawatts. O complexo não é uma atração turística e geralmente não está aberto a visitantes ocasionais, mas é uma vista impressionante a partir da estrada e um símbolo do investimento de Marrocos nas energias renováveis.
Kasbah de Tifoultoute
Cerca de 8 km a oeste do centro, a Kasbah de Tifoultoute ergue-se numa elevação sobre o rio de Ouarzazate, outra antiga residência dos Glaoui. É menos visitada do que Taourirt e oferece uma bela vista sobre o vale e as hortas do oásis.
Oásis de Fint
Escondido entre colinas rochosas escuras, a cerca de 15 km de Ouarzazate, o oásis de Fint é um pequeno e tranquilo palmeiral com um rio, hortas e uma aldeia tradicional. O contraste entre as montanhas negras e as palmeiras verdes é notável. O acesso é em parte por pista, por isso recomenda-se um 4x4 ou um motorista experiente.
Palmeiral de Skoura e Kasbah Amridil
Cerca de 40 km a leste de Ouarzazate, na estrada para o vale do Dades, o palmeiral de Skoura é um vasto oásis de tamareiras, oliveiras e pequenos campos, salpicado de velhas kasbahs. A mais famosa é a Kasbah Amridil, uma casa fortificada lindamente preservada que pertence à mesma família há gerações. Hoje museu privado, expõe ferramentas tradicionais, utensílios de cozinha e mobiliário, e permite subir às torres para ver o palmeiral. A entrada custa normalmente cerca de 20 a 30 MAD.
A viagem desde Marraquexe pelo Tizi n'Tichka
Para a maioria dos viajantes, a viagem até Aït Ben Haddou começa em Marraquexe. A estrada N9 sobe ao Alto Atlas pelo vale do Zat, com vistas de aldeias de terra vermelha, nogueiras e campos em socalcos. Atinge o ponto mais alto no passo de Tizi n'Tichka, a cerca de 2.260 m, antes de descer para as áridas encostas do sul. A distância total é de cerca de 190 km e a viagem demora cerca de 4 horas, mas com paragens para fotografias, uma pausa para chá e o almoço transforma-se facilmente num dia inteiro.
A estrada é asfaltada e foi alargada em muitos pontos, mas tem muitas curvas e os camiões são frequentes. No inverno, a neve pode ocasionalmente fechar o passo durante algumas horas.
Desvio até à Kasbah de Telouet
Logo depois do passo, uma estrada secundária leva a Telouet, antiga sede da família Glaoui. A kasbah está em parte em ruínas por fora, mas algumas salas interiores conservam uma decoração extraordinária: tetos de cedro esculpido, azulejos zellige coloridos e trabalhos em estuque. A partir de Telouet, uma estrada panorâmica segue a antiga rota das caravanas, descendo pelo vale do Ounila, passando por aldeias, desfiladeiros e hortas verdes, até Aït Ben Haddou. Este percurso demora mais, mas é uma das estradas mais bonitas da região e permite chegar ao ksar como faziam as caravanas.
Excursão de um dia ou pernoita?
Uma excursão de um dia a partir de Marraquexe a Aït Ben Haddou e Ouarzazate é possível e popular. Normalmente significa partir de manhã cedo, conduzir cerca de 8 horas no total e passar umas duas horas no ksar, mais uma breve paragem em Ouarzazate. Funciona se tiver pouco tempo, mas verá o ksar na hora de maior movimento.
Uma pernoita transforma a experiência. Pode desfrutar do pôr e do nascer do sol em Aït Ben Haddou, visitar Telouet e o vale do Ounila pelo caminho, explorar Ouarzazate sem pressa e acrescentar Skoura ou Fint no dia seguinte. Melhor ainda: faça de Aït Ben Haddou a primeira etapa de uma viagem de vários dias até ao Sara, para que a longa viagem faça parte da aventura em vez de ser uma ida e volta.
Onde ficar: hotéis kasbah e casas de hóspedes
Um dos grandes prazeres da região é dormir num hotel kasbah – um hotel construído ou restaurado no estilo tradicional de terra, com paredes grossas que se mantêm frescas no verão, terraços, pátios interiores e muitas vezes piscina. As opções típicas incluem:
Aldeia de Aït Ben Haddou: casas de hóspedes e hotéis kasbah com vista direta para o ksar, ideais para o pôr e o nascer do sol. Conte com cerca de 40 a 120 EUR por noite por um quarto duplo com pequeno-almoço, conforme o conforto.
Ouarzazate: a maior escolha, de riads simples a grandes hotéis com piscina, muitas vezes um pouco mais barata e prática para explorar a cidade.
Skoura: kasbahs boutique e casas de hóspedes tranquilas no palmeiral, perfeitas para uma experiência mais lenta e rural; preços do nível médio ao luxo.
Comer e beber
A cozinha do sul é simples, generosa e sazonal. Prove uma tagine cozinhada lentamente, de frango com limão confitado e azeitonas ou de borrego com ameixas e amêndoas; uma omelete berbere feita numa pequena tagine com tomate e especiarias; um reconfortante cuscuz, tradicionalmente servido às sextas-feiras; e a sopa harira. Tâmaras, amêndoas e azeitonas dos oásis são excelentes petiscos, e o chá de menta fresca é oferecido em todo o lado como sinal de hospitalidade.
Melhor época para visitar
Primavera (março a maio): temperaturas agradáveis, campos verdes nos vales e a colheita das rosas na vizinha Kelaat M'Gouna em maio. Uma das melhores épocas.
Verão (junho a agosto): muito quente, com temperaturas diurnas muitas vezes acima dos 35 °C. Visite de manhã cedo e ao fim da tarde.
Outono (setembro a novembro): dias quentes, luz limpa e a colheita das tâmaras nos oásis. Excelente para fotografia.
Inverno (dezembro a fevereiro): dias de sol mas noites frias, por vezes perto de zero, e possível neve no passo de Tichka. Menos visitantes e belas vistas das montanhas nevadas.
Dicas práticas e orçamento
Custos aproximados
Entrada no ksar: geralmente gratuita; visitas às casas cerca de 10 a 30 MAD.
Guia local em Aït Ben Haddou: cerca de 100 a 200 MAD.
Kasbah de Taourirt, Kasbah Amridil, Museu do Cinema: cerca de 20 a 30 MAD cada.
Visita guiada aos Atlas Studios: cerca de 80 a 120 MAD.
Refeições: cerca de 60 a 120 MAD por um prato principal num restaurante simples.
Hotel kasbah: cerca de 40 a 120 EUR por noite em quarto duplo, mais em unidades de luxo.
Os preços mudam com o tempo, por isso veja estes valores apenas como referência. Leve dinheiro em dirhams, pois muitos pequenos negócios não aceitam cartões; há multibancos em Ouarzazate.
O que levar
Calçado confortável para caminhar, com boa aderência, para a subida ao celeiro.
Chapéu, óculos de sol e protetor solar de alta proteção.
Uma garrafa de água reutilizável.
Camadas: um casaco quente para as noites, sobretudo de novembro a março.
Trocos para gorjetas, visitas às casas e chá.
Dicas culturais
Vista-se com discrição, sobretudo ao visitar casas e aldeias: ombros e joelhos cobertos são apreciados.
Peça sempre autorização antes de fotografar pessoas e aceite uma recusa com simpatia.
Lembre-se de que o ksar ainda é a casa de algumas famílias: fale baixo e não entre por portas privadas sem convite.
Seguir para o Dades, o Todra e Merzouga
Aït Ben Haddou e Ouarzazate são a primeira paragem natural da clássica viagem de Marraquexe ao Sara. A partir de Ouarzazate, a «Estrada das Mil Kasbahs» segue para leste por Skoura e Kelaat M'Gouna, o vale das rosas, até ao vale do Dades e o seu desfiladeiro, conhecido pela estrada sinuosa e pelas formações de rocha vermelha – a cerca de 2,5 a 3 horas. Continuando até Tinghir chega-se às gargantas do Todra, onde paredes de calcário a pique se erguem bem acima de um rio estreito. Daí faltam mais algumas horas até Merzouga e às grandes dunas do Erg Chebbi, onde pode andar de camelo ao pôr do sol e dormir num acampamento no deserto.
Um itinerário popular é uma viagem de três dias a partir de Marraquexe: no primeiro dia, o passo de Tichka até Aït Ben Haddou, Ouarzazate e o vale do Dades; no segundo, pelas gargantas do Todra até Merzouga e um acampamento no deserto; e no terceiro, regresso a Marraquexe ou continuação até Fez.
Perguntas frequentes sobre Aït Ben Haddou
Vale a pena visitar Aït Ben Haddou?
Sim. É uma das aldeias de terra mais bem preservadas e impressionantes de Marrocos, Património Mundial da UNESCO e um testemunho vivo do comércio das caravanas. Juntamente com a viagem pelo Alto Atlas e as kasbahs de Ouarzazate, é uma das excursões mais compensadoras a partir de Marraquexe.
Quanto tempo demora de Marraquexe a Aït Ben Haddou?
Cerca de 4 horas de carro para cerca de 190 km, pelo passo de Tizi n'Tichka. Com paragens para fotografias, chá e almoço, conte com 5 a 6 horas.
Paga-se entrada em Aït Ben Haddou?
Passear pelo ksar é geralmente gratuito. Alguns moradores cobram uma pequena taxa, muitas vezes 10 a 30 MAD, para visitar as suas casas tradicionais, e os guias cobram pelos seus serviços.
É possível visitar Aït Ben Haddou numa excursão de um dia a partir de Marraquexe?
Sim, mas é um dia longo, com cerca de 8 horas de condução no total. Pernoitar permite ver o pôr e o nascer do sol e explorar Ouarzazate e Telouet com mais calma.
Que filmes foram rodados em Aït Ben Haddou?
O ksar e os arredores apareceram em muitas produções, incluindo Gladiador, A Múmia, Reino dos Céus e a série A Guerra dos Tronos.
Ainda vive gente em Aït Ben Haddou?
Apenas algumas famílias vivem ainda no velho ksar. A maioria dos moradores mudou-se para a aldeia moderna do outro lado do rio, mas continuam a cuidar das casas, lojas e terraços.
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